20091110
20091108
Rio de Janeiro, 08 de novembro de 2009
Eu não gostava de café, eu não gostava de mostarda, eu não gostava de peixe, eu não gostava de me vestir, eu não sabia andar de bicicleta, eu não sabia assobiar, eu não sabia química, eu não gostava de organização, eu devia dinheiro a todo mundo, eu era obeso, eu era baixinho, eu não sentia vontade de impressionar ninguém, eu achava que eu nunca iria a um psicólogo, eu tinha a impressão de que era inteligente, eu achava que sabia das coisas naturalmente, eu achava que eu não precisava me esforçar pra conseguir fazer nada, eu sujeitava minha opinião ás preferências de quem estivesse comigo, minha moral era pouco flexível, eu era muito hipócrita, eu era muito fofoqueiro, eu falava das pessoas pelas costas o tempo todo, eu não gostava de manga (Okey, eu ainda não gosto, mas eu pelo menos provei. XD)
As pessoas realmente mudam.
As pessoas realmente mudam.
20091102
Rio de Janeiro, 02 de novembro de 2009
Acho quase impossível não sentir empatia por quase 90% das pessoas que eu conheço. Sei lá, por piores ou mais ridiculas que elas sejam, não consigo evitar de pensar que elas tem sonhos, desejos, amores e vidas, assim como eu e como qualquer um. Meloso, né? Mas é verdade. Não consigo evitar de olhar pr'um futuro próximo quando essas pessoas vão pegar essas fotos e vão dizer 'um dia eu fui um jovem feliz'. Quando penso nesse tipo de coisa eu acabo quase sempre pensando na minha vó. Coitada da minha vó. Ela é rabugenta, mal-humorada e quase sempre mal educada também, sabe? Mas, sei lá, ela um dia já foi uma moça bonita, que amou, que foi amada, que foi feliz talvez e que olhou pra frente e viu muita coisa que talvez não tenham se realizado e nem irão mais. É triste. Deve ser muito difícil viver na situação em que ela vive, solitária. Mas não no sentido da solidão comum, o sentido da solidão em que todos já foram embora e só sobrou você pra apagar as luzes. Muito triste.
20091101
Rio de Janeiro, 31 de outubro de 2009
Sabe aquela parte interna que só você conhece, aquele seu 'eu' que nunca sai pra fora, a sua 'essência'? Acho que estou me distanciando desse meu 'eu'. É o que eu sinto. Sinto que toda vez que eu vou a algum lugar ou faço alguma coisa não estou sendo quem eu deveria ser, sinto-me como um traidor numa situação onde eu mesmo sou o traído. E pior, sinto como se eu sempre soasse falso, como se eu sempre estivesse pagando mico e, acima de tudo, sinto como se todos a minha volta pudessem perceber isso. Não sei mais o que faço, nunca vivi esse dileminha de 'quem sou eu'... não me sinto preparado pra vive-lo agora.
20091029
Rio de Janeiro, 29 de outubro de 2009
Não querer ser quem se é já é difícil por si só, mas não querer ser quem se é e não ter a menor idéia de quem você pretende se tornar é pior ainda. E sabe mais o que é pior? Crise de identidade a essa hora da noite. Odeio depressão espontânea.
20090925
Comprar roupas:
-Duas camisetas de manga longa em cinza de mescla na Hering;
-Duas camiseta de manga longa em branco também na Hering;
-Um moletom básico em cinza de mescla provavelmente na Hering também;
-Casaco flat em padrão escocês (procurar na Zara);
-Meias em cinza e bege de mescla;
-Sapa-tênis de couro camel ou escuro.
-Duas camiseta de manga longa em branco também na Hering;
-Um moletom básico em cinza de mescla provavelmente na Hering também;
-Casaco flat em padrão escocês (procurar na Zara);
-Meias em cinza e bege de mescla;
-Sapa-tênis de couro camel ou escuro.
20090910
Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2009
Ir ao PercPan ontem foi realmente uma experiência fantástica! Algumas apresentações do festival de percurssão que já está em sua décima sexta edição não chegaram realmente a mexer comigo ou me impressionar de todo. As apresentações da banda brasileira, Trio 6-36, foram agradáveis e animadinhas, mas nada de muito surpreendente. As apresentações da banda japonesa, Oki Dub Ainu Band, me pareceram também um tanto comuns, nada de expressivo ou que me impressionasse. Os highlights da noite foram as apresentações da dupla francesa Cyrill Hernandez e Cyrille Brissot e a apresentação da banda americana, Beirut, que fizeram valer cada centavo gasto no ingresso.
É impressionante como o francês Cyrill Hernandez consegue extrair de coisas simples e primordiais, como a água, musica. Vê-lo batucar no palco, no chão, nas pessoas e nas cadeiras e tirar disso um ritmo é simplesmente mágico. De certa forma acho que o que chamou muito a minha atenção em seu show foi o quão biológico ele consegue ser. As músicas e intervenções sonoras dele induzem a platéia a uma série de emoções que variam do medo ao êxtase. A impressão que ficou em mim é de que o coração do espectador se sincroniza com as batidas de Cyrill.
-palmente em vista do fiasco que foi a apresentação na cidade de Salvador. O lead-singer da banda, Zach Condon, se apresentou sóbrio e com sua voz em perfeito estado, tendo feito o show inteiro sem aparente dificuldade. Cantou um setlist lindo e bem ensaiado, foi receptivo ao carinho dos fãs e ainda fez graças em alguns momentos para platéia, como por exemplo, quando durante um silêncio no Teatro, falou: "Toca Raul!". Em dado momento do show convocou as pessoas que assistiam a se levantarem e dançar. O público reagiu de forma positiva, cantando todas as musicas com entusiasmo durante todo o espetáculo, sendo até mesmo elogiado por integrantes da banda, que disseram: “Os americanos deveriam se sentir envergonhados. Vocês nem falam nossa língua mas são a platéia mais participativa pra qual nos apresentamos.”
Cedo, antes do show, estive num workshop realizado com a banda na qual eles responderam a algumas perguntas. Sobre o fato da série Capitu ter sido veiculo do sucesso da banda no Brasil, eles disseram: “Acho que qualquer coisa que viabilize outras pessoas a conhecerem nosso trabalho é positiva, mas nós entendemos o problema de alguns fãs em querer a banda só para eles, como algo particular e especial.”
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